Você que está aí parado, cercado de si mesmo, entre uma chacina e uma pedra no caminho, com essa boca vazia. Prove da sobremesa eletro-industrial: Tranc _age, aquela que não faz mal. Poderá se envolver em tudo que aconteceu na pré-história, ou, se preferir, na pré-histérica cultura de sangue e fumaça, onde o macaco pelado desceu das árvores pra se tornar homem, pra tornar de novo. Divirta-se por esse labirinto de verdade que trombamos por ai, nas esquinas escuras do pensamento, subvertendo a ordem de achar tudo tão racional, aquilo que quase sempre é incrivelmente o contrário. Você sabe que é tudo é tão real, quanto possa, que as ruas são quase retas e as esquinas, semi-curvas. Tudo bem, se estão te espionando, e se sua cabeça jamais será jogada num liquidificador. É claro que uma língua na boca de uma mulher amarga lambusa seus sonhos mais animalescos, e é bom. Não é? Conhece-se o remédio pra tosse, garante-se a posse e nas veias corre muito ou pouco sangue; pode-se injetar tranquilizante ou o que mais e quando, e quando estiver bem cansado, fume um cigarro, ou o que quiser. Sua namorada? Apaixone-se, ou esqueça-a. Mas o que você não sabe é do buraco negro, do oposto, do escuro. Você não gostaria, como não gosta de paranóias, do medo, do irreal, da mania, do vício, da carta-bomba; da morte, da sua pouca sorte, da mulher menina tonta que insiste e vomita em você as regras do como ser e quando. Você não gosta e sabe o porque. Não se cura o aids, o câncer, a lepra. Não se cura a falta de security. Mas, mesmo assim...ja que você sabe de tudo, e não sabe de nada, abre seu laboratório e venha buscar a fórmula de sonhos batidos que eu preparei; saboreie da sobremesa que eu fiz pra você. Tranc_age é pra se libertar, que seja assim contigo. Assim mesmo, seja bem vindo. Obrigado e, passar bem.