De lírio de lema e lama

(louro à este louco, ouro e as batatas)

Ao som das nuvens tudo parecia tao quieto. Mas eu não estava atento quando as paredes de minha cabeça foram deitadas e tudo solto entre a poeira virou fumaça, e mesmo quando os fantasmas de minha vida tomaram tudo pra sala e escombros e as cores perderam-se no fim e mesmo assim inda sozinhas, aquelas foram as mais lindas, inda que um dia já se esquecera, suas formas, sua historia não viu-se ainda

Os rostos, os gostos; gestos... Tudo que se transforma. Deforma a face do que já era antes e ante que suma, eu jogo pro céu adiante. Por entre o espaço e o verso que passa incólume do alto de sua quietude onde as mãos não tocam a minha carne e essa metade tremula e a outra coberta em sangue, que um dia, como o outro espaço e a tudo que estende em forma há de sumir secar

E feito como era antes, nada em lugar.

Nem as vozes vazam paredes que vezes rompem o que eu tranco e guardo e muda fere e fere e dana e é só reclama o pó de meu poema esse ninguém declama sempre é o silencio e o arco da sobrancelha centelha de meu problema que assim me toma deste que é todo seu e o nome a língua essa que a mim fustiga essa que se mistura feito pedra na rua faz a triste figura cólera e calabouço o esboço do lembro é turvo risco e a beira de um precipício inda é o melhor que o salto inda que o salto estenda o instante do infinito e toda a figuração a sincope de um deus terreno e o tédio de ser pequeno fora agora de palha e feno e tudo já quer queimar

Não entre aqui não tem lugar fique aonde esta firme aonde esta não, por favor, não venha agora não vem buscar a voz que foz de meu rio secou que o abunde hoje é redundo e ante o inicio pra o fim avante eu sou o meio do que há-se errante já quer saber, não tenho medo. Não tem problema. Se assim bem quer, se venha... Porque já posto esta o poema.

Um comentário:

Vivência Lombradis disse...

Juntei os pedacinhos de sua cabeça quebrada e pus de volta na caixa..

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