DATE

PARA LEE OLIVER

POSSIBILIDADE DE ENCONTRAR PESSOAS BONITAS, PESSOAS QUERIDAS, ABRAÇAR FORTE E DEIXAR A PALAVRA SAUDADE ESCORREGAR NA PONTA DA LÍNGUA. E POUCO DEPOIS, O CELULAR TOCANDO DENTRO DA BOLSA PRETA, TELEFONEMAS INESPERADOS COM PEDIDOS DE SALVAÇÃO.
EU FUI... FUI.
JÁ DENTRO DO CARRO GRANDE DE VIDRO FECHADOS IMPEDINDO O FRIO DE ENTRAR, ESTIQUEI AS PERNAS COMO QUEM ESTÁ EM CASA, CRUZEI OS BRAÇOS E COLOQUEI A CABEÇA DE LADO, CONFORTO. SUSPIREI.
ANUNCIEI O MAU-HUMOR... MAS DISSE: "CALMA, CALMA, É A CHUVA QUE ME DEIXA ASSIM..." SORRIU UM SORRISO BONITO E DISSE: VAMOS. TENS QUE CONHECÊ-LA... MINHA IRMÃ FALA MUITO DE VOCÊ PRA ELA... A GENTE SE AQUECE E ASSISTE UM FILME.
BALANCEI A CABEÇA EM GESTOS DE SIM, EMBORA A MAÇÃ DO ROSTO GRITASSE UM NÃO. E NO CAMINHO, ME MOSTRAVA COM GRAÇA, APONTANDO COM O DEDO O HOSPITAL, A FACULDADE, A IGREJINHA... E EU DE OLHOS ATENTOS OBSERVAVA TUDO COM ENTUSIASMO. ESTACIONOU. ME VEIO UM FRIO NA BARRIGA. PENSEI: É O VENTO LÁ FORA CLARINHA, É O VENTO. E ENTREI. LÁ ESTAVA ELA... PEQUENA E SOZINHA, SENTADA NA MESA DA COZINHA; FAZIA ARTESANATO COM BISCUIT'S. SORRI MINHA TIMIDEZ, PUXEI CONVERSA CURTA PRA SABER DO DIA, DA SAÚDE, DA VIDA. PENSEI: CLARINHA É LINDA POR QUE TEM A QUEM PUXAR, OS OLHOS DELAS SÃO TÃO VERDES QUANTO OS DA PEQUENA ARTESÃ... SORRI PRA DENTRO.
CAMINHEI NO CORREDOR CUMPRIDO, E LÁ ESTAVA O QUARTO QUE ACOMODA TODA AQUELA BELEZA DE SORRISO SIMPATICO. A REDE PARECEU PEQUENA, O FILME JA NEM LEMBRO O NOME, DORMI; CULPA DO CAFUNÉ NA NOITE DE SABADO CHUVOSA, NO QUARTO ESCURO. MAS DECOREI O NUMERO DA CASA... 14. PORQUE É NUMERO BONITO.

Um comentário:

laianey disse...

..eis um verdadeiro poeta..pena q de dele eu soh tenho os oculos..dizeis coisas diretas e indiretas e faz com q elas entrem na mente de kem por elas se interessam!!!

...por ele um apreço inestimavel!!

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