SEM ME ESTENDER
T E N T A V A E N T E N D E R A F I G U R AD O T O U R O M E I ‘ H O M E M
N O M U S E U D A M E M O R I A
M A N H A E M A N H Ã, N O J A R D I N S (U M S O L Q U E A R D E)
(B I C O S - D E - P A P A G A I O A V A N Ç A N D O P A R A
A L E M D O M U R O, O U T R A R U A
F O L H A S D E S A N G U E)
T E N T A V A C A P T A R , O P O S S I V E L
E S T R E L A , C A S C O S - L A B A R E D A ,
L O B O & E S Q U I L O ,
Ú N I C O S & M U T U O S ,
&
U M T I P O Q U A S E D E B U D A
T O U R O F A R E J A N D O
N U V E M , O L H A R A T E N T O ,
A G U A - B O I A N D O, R A J A D A S D E
V E R M E L H O , N O C E U , P E T A L A S
D O F L A M B O Y A N T
T E N T A V A E N T E N D E R A L U Z
& S E U B O V I N O A L T O
A C O R & S E U M U D O T O U R O, ( E T O L O I G U A L)
N U N Q U A D R O
P I N T A D O D E S O R T E
A L E M D A J A N E L A
T A L V E Z C H O V A O U F A Ç A S O L
E E U M E E N T E N D A Q U A L Q U E R H O R A
LUZES ACESAS

Em casa,
por falta de opção, eles dormem no mesmo quarto.
O filho sai do banho, no quarto encontra com o pai lendo George Orwell à luz de um abajour; O filho coloca o pijama e deita enquanto seu pai apaga a luz e vira para o canto.
Pensativo, corajoso e sem sono, o filho se arrisca a dizer algo que nunca, até então, havia dito:
_Boa noite.
Por se arriscar tanto,
ele ouve algo que jamais queria ter ouvido:
_Boa noite, filho.
por falta de opção, eles dormem no mesmo quarto.
O filho sai do banho, no quarto encontra com o pai lendo George Orwell à luz de um abajour; O filho coloca o pijama e deita enquanto seu pai apaga a luz e vira para o canto.
Pensativo, corajoso e sem sono, o filho se arrisca a dizer algo que nunca, até então, havia dito:
_Boa noite.
Por se arriscar tanto,
ele ouve algo que jamais queria ter ouvido:
_Boa noite, filho.
TRÊS ATOS EM MEIO
1
T A T E A V A U M M O R T E I R O & S E U A L C A N C E , A L Â M I N A D O R A D A R & S U A R E D E F L E X I V E L S O N D A V A O Â N I M O ,C L A N D E S T I N O , D E U M E L M O S E U A F Ã M I R A & D I Â M E T R O S O B O A R C O A C E S O D A M A D R U G A D A M E S E N T I A S Ó A O S O M D A S T E C L A S D E U M P I A N O
*
A P O N T A V A P A R A O C É U S E R E N A L U Z , L O N G I N Q U AV I A , A P E N A S , O S S E U S B R A Ç O S N A P A R E D E D O Q U A R T O D E D O R M I R L Â M P A D A R E P O U S A V A O E S P A Ç O H O R I Z O N T E & C A P S U L A S S I G D A S Y S S U G A V A M C A B E Ç A S D E C E P A D A S & A E S T R E L A E X T R A O R D I N A R I A R I S C A V A - S E E M C O R E S O P A C A S F E I T O O S C O R P O S C O M Q U E F E L I P E F A Z I A S E X O
2
T E N T A V A A P A N H A R A F L O R M E I A - P A R E D E B R A Ç O E N T R E A S G R A D E S T E N T A V A A L C A N Ç A R A H A S T E V E R D E D A C Ó S M E A C O N S O L O D O S O L O U A Z U L D O M I O S Ó T I S N A P O N T A D O S D E D O S P É T A L A S B R A N C A S D O N A R C I S O , E M S I I N C Ó L U M E S A L É M D O M U R OU M C A U L E O S T E N T A V A F O L H A S E N O R M E S
*
G O L P E A V A U M A C O N S T E L A Ç Ã O I N Ú T I L , F I R E T A L K , C O M A P A R E N C I A D E D U N A T A L V E Z F O S S E P A N T E R A & N Ã O A P E N A S I D E I A Q U E S E T R A N S F I G U R A & T O C A S E U P R O P R I O N U C L E O S Ó L I D O , E S T R E L A S P O U S A V A M E M M E U O L H O , C O M O U M A P O R T E P U N H A L A D A S N O C O R P OP E T A L A , N Ó D O A & S A L V A D E G A L O P E S
3
T E N T A V A S E G U I R , P A S S O S, V O Z E S N O M A R M O R E, F O L H A , V E R M E L H A , D O Á C E R N E S T A P A R D E S E M A R T EO U N O J A R D I M D A C A S A D E F I C A R Y E R A T O T S D O V E R D E , T Ê N U E , G L A U C O C A P T A RA C O R D O C É U , T E N T A V A E N T E N D E R O S O L F O L H A S A M A R E L A S E S P L E N D I D A S A I N D A C O M S E I V AO B S E R V A N D O N U M A R U A Q U A L Q U E R N A V E R D A D E C O R D O O U R O E M C O N T R A S T E D A Q U E A P O U C O S E C A S C O N C O R R E N D O C O M O O U T O N O , V E R M E L H A S C O M O U M P O R - D O - S O L
PRECISA INCISÃO

Gusta, parte de ti é memória.
Outra, indecisão. Enquanto insinuas tua reveleção, contando a poucos tua história, guardas no olhar fragmentos de tudo o que presenciaste.
Envelhecemos e aprendemos na lembrança compartilhada, o medo inoculando pesadelos. O passado fustiga lâmina a escorregar na pele, e pronto! É precisa a incisão.
GUARDADO
EU VI

Algumas coisas nos incidem, e não incidentalmente, nos cobra algum espaço. Eu sempre permito isso; como àquela menina maluca que entre sua dança e linguagem saltou a janela de meus pensamentos tirando tudo do lugar, tomou por seus instantes tudo que eu era e ocupava, e era o bastante. Eu a culpava por ser tão ela e era ela e aquilo me deixava louco. Pouco a pouco aquilo foi passando e tecendo um fio estranho que cercava o que surgia e limitava um sentimento lentamente. Tudo, dividia. Nascia ali certa amizade, sem muita cor, que por pura vaidade, também se esfria. E foi. Agora, outra vez, eu acho, vem e me chega. E vem com calma, querendo ao tão, almar amor. Tinha lhe visto passar por antes, mas quis então não ser tão eu. Depois de um tempo dei por conta que corria os cantos com os olhos no lugar bandeirava tudo, fitava mudo, mas todos perceberam. Vi que queria tanto vê-la que a falta toda transbordava olho afora, então pensei: Meu deus e agora? O mundo parecia então perder sentido, tivesse tido, faria falta. O que me mata é a coisa toda, a vida brinca com a gente bem quando a gente sente que sente e que tudo podia mesmo ser diferente, tomei da vista, olhei a pista, e pela ultima vez. Foi tentativa, voltei pra o onde, e dei de fronte com a moça rindo, me olhando fundo, girou meu mundo soprando um oi e aí que foi. Meu coração já mais não era meu...
SE NUCA, A FACA RISCA?

PARA BEA* CURITIBA
Promete que liga? Promete que não liga nunca mais?
Promete que desliga primeiro? Promete que desliga por ultimo?
Promete que escreve e que me espera encontrar?
Promete que vem? Promete que vai?
Promete que some e desaparece agora?
Promete que nunca mais vai embora?
Promete, promete? Promete vai?
Promete que nunca mais promete nada?
Promete que só promete o que se pode cumprir?
Promete que chora? Promete que grita?
Promete que fica em silêncio?
Promete que vai espalhar essa historia?
Promete que não vai contar a ninguém?
Promete que sim?
Promete que não?
Promete tudo?
Promete nada?
Promete então.
O CAOS, A VIDA E O NADA
como modus operandi:
Do murro na mesa
à queda do muro
nada mudou muito
A vida
mero acaso bio-cósmico:
Vivamos, mea lesbia, atque amemus...
O fim do mundo
pode ser o fim de um mundo
O nada
de novo sob o sol:
nada como um dia atrás do novo
O sem-sentido
aponta para um sentido outro
Para Yure
UM CONTO ABSTRATO
Faz uma hora que me sento aqui, quando me sentei aqui, nessa cadeira imunda, pensei que seria fácil escrever um conto, ao menos, esta noite. Um conto de palavras que valessem mais por sua modulação que por seu significado. Um conto abstrato e concreto como um composição tocada por um grupo instrumental; límpido e obscuro, espiral azul num campo de narcisos defronte a uma torre a descortinar um lago assombrado em que o atirar de uma pedra espraia a água em lentos circulos sob os quais nada um peixe turvo que é visto por ninguém e no entanto existe como algas no fundo do oceano.Um conto-rastro de uma lesma também evento do universo qual a luz de um quasar a bilhões de anos-luz; um conto em que os vocábulos são como notas indeterminadas numa pauta; que é como o bater suave a espaçado de um sino propagando-se nos corredores de um mosteiro; um texto gongórico feito de literatura pura, tedioso e entorpecedor em suas frases farfalhantes, lantejoulas fúteis e herméticas, condenado por aqueles que exigem da literatura uma mensagem clara e são capazes de execrar em nome disso.
Um conto lasso e elegante como um gato roçando o pêlo na perna de uma moça que bebe à mesa de um café parisiense um licor de artemísia enquanto lê um filósofo anacrônico da existência; um conto que é como uma ponte de ornamentos num rio enevoado em cujo leito um casal se beija num bote que desliza á deriva vagarosamente. Um conto recendendo a nenúfares e jasmim, vicioso como um círculo vicioso, ás vezes agudo como um estilete que desenhasse formas sobre uma pele sem feri-la. Um conto de semântica distorcida, sons insuspeitados como o de cordas soadas pelo vento igual música do Uatki ou Smetak, ou de instrumentos balineses cujos nomes são eles mesmos música: kazar, hermang, jogagan, kempur, réong e gangsa ou mais ainda, o nome sânscrito da Tarangalila Symphonie, de Mmessiaen. Um anticonto sem psicologia, mas talvez melancólico como um estudo de piano à tarde. Um conto-jogo de espelhos a refletir ao infinito um torso de mulher no instante em que mãos lhe acariciam os seios criando a sensação de capturar uma felicidade para sempre. Serão os reflexos manifestações do corpo, ou antes a repetição infinda de imagens que se lebertaram de sua fonte?
Um conto em que espreitamas figuras mais guardadas do desejo como a menina que se trancou no armário com o menino na festa de dez anos, as mãos dadas, as respirações se misturando e os vestidos que tocam os rostos com a textura acetinada do segredo, evitando-se as palavras ou movimentos bruscos para que não avance o tempo e se separe o amor que se levará pela vida afora.
Um conto noturno com a fulguração de um sonho que, quanto mais se quer, meis se perde; é preciso resistir à tentação das proparoxítonas e do sentido, a vida é uma peça pregada cujo maior mistério é o nada. E por aqui, a tela continua vaga.
AVISO
"É preciso um mínimo de bens materiais para exercer as virtudes do espírito". Santo Agostinho, em tradução de Millôr Fernandes.
Eles vão descer dos morros
com paus e A-erre quinze,
despenteados e esgazeados,
famintos,
mulambentos.
E sem os dentes da frente!
Vão descer das caatingas,
dos cortiços,
das palafitas,
esfomeados,
atormentados,
com seus filhos catarrentos - e já sem os dentes da frente!
Não sabem muito: somente o ato ancestral de martelar crânios.
Gafanhotos ávidos
em milharal verde.
Não saciarão de comida,
vão comer você, com risos formidáveis e desdentados.
Eles vão sair dos buracos,
barracos,
pontes,
marquises,
com aquelas roupas velhas que você doou no último inverno.
No hálito, a cachaça recendendo.
Na cabeça, os piolhos pulando,
nas calças, os cheiros da urina dormida.
Sem os dentes da frente,
trarão pedras nas mãos,
sangue no olho,
e uma alegria incontida.
Esmagarão cabeças com a energia dos recém-despertos do torpor,
vão comer de tudo da sua geladeira e vão rir a bandeiras
despregadas de suas cuecas de seda,
vão limpar a bunda com as pantufas da sua mulher.
Eles sairão das construções abandonadas,
dos porões,
dos esgotos,
dos ocos e das grutas.
Usarão seus pedaços de facas sem fio para furar a sua barriga,
rasgar a sua carne e cortar seu pinto.
Vão usaros seus sapatos novos,
os patins da sua filha,
a guitarra do seu filho.
E terão prazer especial em pesotear sua sogra, sua mãe, seus velhinhos.
Falarão errado, cuspirão no tapete e entrarão de sandalhas malcheirosas na sua banheira - E também sem
s dentes da frente.
Alguns vão querer foder sua mulher e suas filhas e nem tirarão os trapos. No máximo vão pôr para fora
quele pinto sujo, cheio de esmegma verde, com um fedor horroroso e meterão á vontade.
Eles sairão das roças, das matas, das periferias do inferno. E trarão foices, machados e ancinhos
nteressados em cortar pescoços.
Terão ouvidos moucos
a súplicas, desculpas e perdões.
Satisfeitos de por fim poderem comer não lhes custará nada gozar com o seu terror.
Talvez, com certa gravidade que os roceiros têm, matem, juntem os corpos numa pilha e ponham fogo como
uem limpa a seara.
- sem os dentes da frente, eles também!
Darão aos gatos o caviar e o "fois gras", cozinharão o filé mignon no feijão e acharão a maciez suspeita - lhes
arecerá carne de preá.
Com aquelas mãos fortes, grossas, de unhas pretas, segurarão o seu pescoço e apertarão com facilidade.
Sentirá o horroroso bafo daquela boca fétida, com bigodes amarelados, a lhe falar impropérios que você
vão vai poder contestar.
E aí, o que você vai fazer?
*Texto extraído da série
"Provocações Necessárias", do amigo, Paulo Lemos.
MAIS QUE O MESMO

Os anos passam, tudo se transforma. Até os caminhos que vi, não vejo agora. Por isso que é tão comum, é quase norma. E é bem Norman que gosta de dizer que o tempo, as ilusões devora - e você. Muitos dos meus sonhos perderam forma. Muita gente se passou, já foi-se embora. Vejo que quem fica se desconforma das mudanças,e como eu, como olhos tristes, vêe-se e chora. Mas amor com a gente não seria injusto. Entre nós, foi tanto intenso. E a vida, é tanto linda, que esse nosso amor de tanto, imenso. A imagem tua infinda, e essa bela juventude, eu fotografo, e agradeço c'as mãos, tocar ainda.
SONHO?

Diria, podemos compreender um sonho em diversos, senão infinitos, níveis, partindo de vários enfoques, detalhes e orientações, dentro e fora do relato de um sonho, no fim, todas as interpretações, mesmo que contraditórias, jantam-se para o que poderia ser considerada a “verdade do sonho”. Podemos pensá-lo do ponto de vista estrutural do “eu”, enxergando assim as estruturas básicas e como estamos nos relacionando com elas. Podemos do pondo de vista do desejo, podemos desconstruí-los a partir dos resquícios mnemônicos que o influenciaram, podemos pensá-lo, ainda, do ponto de vista da ausência ou excesso e seus conteúdos contemporâneos. Se não formos limitados, estaremos sempre falando de uma mesma coisa e seria o algo por debaixo do psiquismo, o inumano, o paralelo do “algo único por debaixo do mundo” que disse há tempos.
Vou partir de uma mosca que lhe aparece no inicio, no meio e no fim do sonho, e logo de cara já sou mais abrangente do que qualquer ponto de vista que citei no parágrafo anterior. Certamente trata-se de assuntos contemporâneos, mas trata-se de evolução, começo, meio e fim e de estrutura, que ainda por cima, terá que ser, de certa e forma, organizada para a compreensão da estória. Com certeza usarei também da relação com os resquícios mnemônicos “reais” para a compreensão da estória e toda, é claro. E não invalido, porem, tudo o que disse antes, o “interesse”, e “preocupação”, seja o que for, mais gritante ao momento presente, seja por fatores contemporâneos ou constitucionais. É como a idéia da “une-multiplicidade” e o convívio comigo e minhas veredas desvairadas. E estudar uma coisa única coisa, não com o fim de se especializar, mas buscando a plenitude. Misturemos relatividade e compreenderemos que, no fim, o que muda é o referencial do objeto visto, que é sempre o mesmo.
Vou partir de uma mosca que lhe aparece no inicio, no meio e no fim do sonho, e logo de cara já sou mais abrangente do que qualquer ponto de vista que citei no parágrafo anterior. Certamente trata-se de assuntos contemporâneos, mas trata-se de evolução, começo, meio e fim e de estrutura, que ainda por cima, terá que ser, de certa e forma, organizada para a compreensão da estória. Com certeza usarei também da relação com os resquícios mnemônicos “reais” para a compreensão da estória e toda, é claro. E não invalido, porem, tudo o que disse antes, o “interesse”, e “preocupação”, seja o que for, mais gritante ao momento presente, seja por fatores contemporâneos ou constitucionais. É como a idéia da “une-multiplicidade” e o convívio comigo e minhas veredas desvairadas. E estudar uma coisa única coisa, não com o fim de se especializar, mas buscando a plenitude. Misturemos relatividade e compreenderemos que, no fim, o que muda é o referencial do objeto visto, que é sempre o mesmo.
CARTA BRANCA

Bem, meu caro,
vou-lhe elucidar (com) minha pequena (a) estória. Pres’-
tenção. Era madrugada quando eu deixei um avião na pista e pessoas pra nunca mais, companheiros de uma outra viagem, me acenam bandeira qualquer. Sei, não se faz sentido, mas não vim em busca de nada além de mar e plenitude. E um tempo pra sorte e amar-
rar as idéias, espírito humano aos meus e a feliz (de) cidade. Ter uma tranqüila idade pra criar minha estória, pra lá de onde vim não sobrou tempo. Não vou voltar, não sou daqui, nem novidade, mas não solte se vir saltar comigo às trilhas que apontam no horizonte.
Eu aceitei o convite, e foi durante a noite que eu achei “foi bom ficar acordado pra sair mais cedo”, e de min-
ha estória, alçar vôos maiores. Tranquei a porta e desci as escadas silenciando a vontade de voltar os olhos mirando um futuro bom. Eu não levei muito comigo. De cara vazia eu passei, e pela ultima vez por aquela calçada de tanto tempo e bon-
dade, mesmo, foi deus me acompanhar, e eu tive certeza, estava vivo.
Tive uma oportuna idade fora daqui que me deu foi estrutura psico-
(e) lógica de encarar os fatos irremediáveis e sem remendos da estória, da língua.
Tinha de voltar, e quando subi a murmúrios da tarde, e pela ultima vez, foi com meus olhos vermelhos que vi aquela cidade e seus castelos imperiais como se me fosse parte e realmente odiei partir, mas de trem, pra outra, eu já tinha a passagem, e voei depois de lá pra o Santos Dumont. Aluguei um quarto de hotel onde passei três dias e noites com aviões zunindo a cabeça, tremendo os quadros e a TV. Aguardava a visita de um estranho e amigo durante este tempo, tardou localizar, fui pra o Congonhas. Tomei de um café com minha mãe, conversamos sobre coisas da vida e tivemos um momento de paz. E voltei ao Rio, rever o editor que aguarda os guardados. E ensaiei foi de outro vôo, pro JK, no distrito federal. Fui primeiro registrado as fichas da ordem acadêmica universal. Ok. Não parei mais... Flor_
ianópolis pra Cosmo, Coimbra, San Thomé pra cima tudo é Salvador, se não, é salvação. Eu vim buscar aqui foi mais de mim.
De preceito e acordo de ser-se é sozinho, e produtivo. Mesmo que com meia da família aqui perto, eu não conhecia nada e ninguém aqui pra me ver chegar, vamos. A vida é sofrida, mas não vou chorar, viver de quê? Eu vou me humilhar? Tudo é uma questão de conhecer o lugar, quanto têm? Quanto tempo eu vou ficar? Sei muito pouco, de lá pra cá. “É nois”, vamos até o final.
tenção. Era madrugada quando eu deixei um avião na pista e pessoas pra nunca mais, companheiros de uma outra viagem, me acenam bandeira qualquer. Sei, não se faz sentido, mas não vim em busca de nada além de mar e plenitude. E um tempo pra sorte e amar-
rar as idéias, espírito humano aos meus e a feliz (de) cidade. Ter uma tranqüila idade pra criar minha estória, pra lá de onde vim não sobrou tempo. Não vou voltar, não sou daqui, nem novidade, mas não solte se vir saltar comigo às trilhas que apontam no horizonte.
Eu aceitei o convite, e foi durante a noite que eu achei “foi bom ficar acordado pra sair mais cedo”, e de min-
ha estória, alçar vôos maiores. Tranquei a porta e desci as escadas silenciando a vontade de voltar os olhos mirando um futuro bom. Eu não levei muito comigo. De cara vazia eu passei, e pela ultima vez por aquela calçada de tanto tempo e bon-
dade, mesmo, foi deus me acompanhar, e eu tive certeza, estava vivo.
Tive uma oportuna idade fora daqui que me deu foi estrutura psico-
(e) lógica de encarar os fatos irremediáveis e sem remendos da estória, da língua.
Tinha de voltar, e quando subi a murmúrios da tarde, e pela ultima vez, foi com meus olhos vermelhos que vi aquela cidade e seus castelos imperiais como se me fosse parte e realmente odiei partir, mas de trem, pra outra, eu já tinha a passagem, e voei depois de lá pra o Santos Dumont. Aluguei um quarto de hotel onde passei três dias e noites com aviões zunindo a cabeça, tremendo os quadros e a TV. Aguardava a visita de um estranho e amigo durante este tempo, tardou localizar, fui pra o Congonhas. Tomei de um café com minha mãe, conversamos sobre coisas da vida e tivemos um momento de paz. E voltei ao Rio, rever o editor que aguarda os guardados. E ensaiei foi de outro vôo, pro JK, no distrito federal. Fui primeiro registrado as fichas da ordem acadêmica universal. Ok. Não parei mais... Flor_
ianópolis pra Cosmo, Coimbra, San Thomé pra cima tudo é Salvador, se não, é salvação. Eu vim buscar aqui foi mais de mim.
De preceito e acordo de ser-se é sozinho, e produtivo. Mesmo que com meia da família aqui perto, eu não conhecia nada e ninguém aqui pra me ver chegar, vamos. A vida é sofrida, mas não vou chorar, viver de quê? Eu vou me humilhar? Tudo é uma questão de conhecer o lugar, quanto têm? Quanto tempo eu vou ficar? Sei muito pouco, de lá pra cá. “É nois”, vamos até o final.
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